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EDITORIAL

A Associação dos Técnicos de Nível Superior do Município de Porto Alegre – Astec vem a público se posicionar contra o teor do editorial publicado na edição de 19 de junho do jornal Zero Hora, sob o título Um pacote em favor da Capital. Há muito, pesquisadores da área da Comunicação têm demonstrado que não existe isenção em jornalismo. Contudo, o bom trabalho jornalístico segue sendo reconhecido por apresentar, com responsabilidade, informações consistentes e deixar claro em nome de quem está falando.

No texto em questão, ZH diz que o pacote de projetos de lei (PLs) do prefeito Marchezan que tramita na Câmara Municipal “é uma oportunidade de a Capital se reorientar, finalmente, para interesses dos munícipes”. Não é verdade! Não é verdade e isso fica claro, por exemplo, quando o texto silencia sobre o próprio Balanço Orçamentário 2017 da Prefeitura Municipal de Porto Alegre (PMPA), que demonstra que existe superávit no caixa da PMPA, informações corroboradas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) e pelo DIEESE.

A existência de superávit no caixa da prefeitura torna os PLs do governo desnecessários, uma vez que essa se encontra em condições de cumprir com serviços de manutenção da cidade, bem como de repor as perdas salariais dos servidores. Os números demonstram isso. No entanto, a Administração Marchezan fez a opção política de manter os vencimentos congelados pelos últimos dois anos, bem como escolheu parcelar salários e causar prejuízos ao município assumindo juros de um empréstimo desnecessário para pagar o 13º salário do funcionalismo que está na ponta, atuando junto à população nos postos de saúde, nas escolas, no licenciamento ambiental seguro, e em todas as frentes pelas quais a prefeitura precisa responder para assegurar qualidade de vida aos porto-alegrenses. Em vez disso, o prefeito Marchezan escolheu tratar a cidade com descaso, deixando-a sem manutenção e seus servidores sob arrocho salarial, com suas remunerações corroídas pela inflação não corrigida nos vencimentos.

Esses movimentos do governo indicam que o descaso é proposital, pois, alimentam a tese do “quanto pior, melhor” e o discurso privatista que defende a entrega do patrimônio do serviço público ao mercado, às empresas que visam lucro e passam longe de priorizar o interesse dos munícipes.

O texto do editorial de ZH não menciona nada disso. Também não menciona o reduzido índice de endividamento (24,3%), bem inferior ao determinado pela Lei de Responsabilidade Fiscal, e não menciona, ainda, que há fatos que põem em dúvida a honestidade da intenção do texto do referido editorial:

– Dia 14 de junho: O Diário Oficial de Porto Alegre publica a contratação do Grupo RBS para divulgação de campanha publicitária sobre ações da Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre, na RBS TV, pelo montante de R$ 2.827.500;

– Dia 17 de junho: No intervalo do programa Fantástico, a RBS TV transmite a propaganda do governo Marchezan;

– Dia 19 de junho: O jornal Zero Hora publica o editorial que aqui contestamos.

Sem alongar mais esta exposição, a Astec reitera que discorda das afirmações do texto do editorial, perguntando ao Grupo RBS por que não menciona o Balanço Orçamentário 2017 da PMPA? Em nome de quais munícipes dá eco ao discurso de economia caótica repetido reiteradamente pelo prefeito Marchezan? Por que não menciona a necessidade de que a prefeitura cobre os seus devedores? Por que não alude aos prejuízos causados pela gestão que aluga desnecessariamente espaço em um prédio no centro da cidade, por R$ 3,5 milhões de reais? Quais os reais objetivos do que está dito e, principalmente, do que não está dito no texto do editorial de ZH?

Clique aqui e leia mais sobre este assunto.

ASTEC – Diretoria Executiva 2017/2018
RESPEITO E VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL

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