O técnico
está a serviço do social
O IV Congresso da Cidade terá como tema a gestão
pública e como objetivo discutir a pertinência
da atual estrutura administrativa para gerenciar a cidade
do século XXI com todas as suas transformações
sociais e urbanas ocorridas nos últimos anos.
Pretende-se discutir, entre outros, o papel dos técnicos
na formulação e implementação
das políticas públicas para o município.
As entidades representativas das diferentes categorias
funcionais, entre elas a Astec, foram convidadas pela
Administração para fazer parte das discussões
no grupo de trabalho que trata sobre a estrutura administrativa
e a participação popular.
Quando se coloca como tema a participação
popular, parte-se do pressuposto da necessidade de conhecimento
das demandas de nossos clientes, consumidores de serviços
e equipamentos públicos, para podermos oferecer
um serviço eficiente e que atenda suas necessidades.
Como profissionais treinados, temos como dever filtrar
e agregar qualidade às demandas brutas, dar respostas
focadas na transdisciplinaridade que as políticas
públicas necessitam e garantir-lhes a sustentabilidade
no espaço e no tempo. Assim, cabe ao técnico
trazer para a gestão pública novos paradigmas
para se avançar em um projeto de cidade que abarque
a qualidade de vida, a ética e a estética.
Se falar no papel do servidor neste contexto, implica
em uma maior valorização profissional, que
contemple, inclusive, uma constante reciclagem e aperfeiçoamento
técnico para capacitá-lo a melhor gerir
a coisa pública. A utilização de
instrumentos de medição permanente da eficácia
das ações e outros instrumentos de gestão
deverão ser utilizados para se avançar no
sentido de uma maior eficácia na prestação
dos serviços.
Entretanto, se faz necessário ter previamente definidas
as diretrizes político-administrativas para a gestão
pública, pois, como consta no senso comum, "não
existe vento a favor para quem não sabe a que porto
se dirigir". Um novo modelo de gestão deve
necessariamente responder a pergunta "onde queremos
chegar?" E para se chegar lá, certamente será
preciso investir em um servidor público valorizado
e, em conseqüência, motivado com a qualidade
de seu trabalho. |