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  Porto Alegre, 8 de Fevereiro de 2012 



Edição N° 26
Outubro 2009




Artigo Técnico
Tecnologias de Transporte X Metrô de Porto Alegre

Severino Feitoza Fº., Pós-graduado em Gestão Pública, Especialista em Transporte e Engenharia de Tráfego, Coordenador Técnico dos Estudos de Metrô da Prefeitura (período: janeiro/2001 a março/2003).


Neste artigo abordaremos apenas as tecnologias de transporte e futuramente os estudos sobre metrô para Porto Alegre.

É provável que a discussão sobre tecnologia de transporte seja tão antiga quanto a necessidade do homem de ampliar a sua capacidade de deslocamento. Desde o primeiro veículo a vapor, em 1769, a tecnologia evoluiu com grande velocidade, o mesmo ocorrendo com os conceitos relativos aos sistemas de transporte público a partir do século XIX.

No Brasil, o processo de urbanização dos últimos cinqüenta anos fez crescer a demanda por viagens nos grandes centros, exigindo técnicas operacionais que ampliassem o potencial de utilização do sistema ônibus.

Uma das respostas dadas pela criatividade dos planejadores de transportes está nas soluções implantadas nos corredores de transportes de Porto Alegre, dotados de faixas exclusivas para ônibus que podem operar, por exemplo, em comboios ordenados, atingindo cerca de 25.000 passageiros/ hora/sentido.

Ocorre, porém, que a elasticidade do sistema ônibus tem limites impostos por fatores diversos e que variam desde as características do Sistema Viário até as condições operacionais e de gerenciamento do sistema.

Mesmo assim, as demandas por transporte coletivo nas cidades brasileiras têm sido atendidas quase que em sua totalidade pelo modo ônibus, restando aos trens metropolitanos e metrôs, participações menores, principalmente pelo seu alto custo de implantação e pela necessidade de subsídios para cobrir os custos de operação e manutenção, para que a tarifa fique ao alcance do poder de pagamento dos usuários.

Não existe unanimidade com relação a alternativas tecnológicas, e muito menos no que diz respeito à aplicação ideal de cada uma delas. Existe, no entanto, consenso sobre a necessidade de que as modalidades disponíveis atuem de forma integrada, aproveitando-se as suas principais vantagens, dentro das condições especificas de cada área urbana.

Há alguns atributos onde as alternativas tecnológicas devem ser analisadas: capacidade de atendimento à demanda; custos de implantação e de operação; influência sobre a estrutura viária; capacidade de adaptar-se à evolução da demanda de forma integrada e possibilidade de padronização e de produção pela indústria brasileira, para elevar índices de nacionalização. Essa análise deve considerar que os conceitos e os valores aceitáveis para a capacidade de atendimento à demanda variam bastante, bem como, deve levar em conta a origem dos trabalhos disponíveis e dos interesses em viabilizar esta ou aquela tecnologia.

Além destes atributos, deve-se enfatizar a questão dos impactos ambientais causados pela implantação de um projeto ou alternativa tecnológica que são de diversas naturezas, podendo ser também analisados de diversas maneiras, sendo, no entanto, mais significativos os impactos causados pela implantação, sobre o uso do solo, o comportamento das pessoas, a segurança, o ambiente visual, o ambiente sonoro e o ar atmosférico.

Para melhor compreensão, apresenta-se no quadro abaixo uma comparação entre as principais alternativas tecnológicas de transporte que, cotejada pelas demandas, pelo grau de eficiência e custos e pelas condições físico-urbanísticas, possam vir a definir as características de um sistema integrado a ser proposto.

A cidade de Porto Alegre, mesmo contando com um dos mais qualificados sistemas de transporte do país na modal ônibus, deve considerar que o atual funcionamento, estruturado basicamente por essa modal, tende cada vez mais a degradar a área central e os principais corredores. Portanto, a adoção de tecnologias ferroviárias (metrô) e do aeromóvel, desde que devidamente inseridas numa rede integrada de transporte de média e alta capacidade, bem como precedidas do adequado tratamento urbanístico e de viabilidade institucional, técnica, e econômico-financeira, podem ter efeitos positivos sobre o desenvolvimento do transporte, da estrutura urbano-ambiental e sócio-econômica, de forma sustentável.

Documentos consultados:

1. Revistas de Transporte Público -ANTP
2. Tecnologia de Transporte Urbano. José Boissy Tenório de Melo, 1978.
3. Estudo de Viabilidade, Prefeitura Municipal de Manaus / TCI - Planejamento, Projeto e Consultoria Internacional Ltda., 1989.
4. Considerações sobre Tecnologia de Transportes. Luiz Paim, A. Cesar Prado, Luiz A. Oliveira, H. Studart, 1979.




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Edição N° 10
Junho 2003

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