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  Porto Alegre, 8 de Fevereiro de 2012 



Edição N° 26
Outubro 2009




Editorial
Ineficiência administrativa: quem paga essa conta?


Nos últimos tempos temos tentado manter negociações com a administração sobre diversos assuntos , todos eles decididos em assembléias gerais, alguns de interesse próprio dos técnicos de nível superior, como as integrais condições de trabalho, outros de cunho geral - bimestralidade, vale refeição a 10 reais, plano de saúde, entre outras questões. Entretanto, apesar do nosso esforço, nada ou quase nada evolui: reuniões intermináveis, argumentos vazios, números mascarados, chiliques de nervosismo, rompantes, e nada de objetivo avança. Quando não tem mais saída, vem o velho papo para fugir dos compromissos: "bota no papel que nós levamos para o conjunto do governo", ou para o "comitê político", ou "o prefeito vai examinar".

O fim da bimestralidade é o objetivo da administração e o discurso de sua manutenção é falso. O índice deixará de ser real, aferido por instituições reconhecidamente idôneas, conforme determina a lei, e passará a ser virtual, determinado pela conveniência da política administrativa do prefeito. O índice sai única e exclusivamente da cabeça do prefeito João Verle, que se coloca acima das leis, como mostra o parecer da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal, enviado ao Tribunal de Contas do Estado, que qualificou o decreto do Executivo para alterar as regras da bimestralidade de "documento inidôneo" (veja notícia desta edição - Bimestralidade: "Decreto de 0,54% é inidôneo"), pois contraria a própria lei que rege a matéria.

Ou fazemos uma mobilização mais forte ou vamos continuar a agüentar a prepotência, a incompetência a nos enrolar e não decidir nada, o que é muito bom para eles. Já perdemos 1,92% em maio e, apesar de dizer que vai pagar quando puder, não escreve nem documenta e, quando for cobrado, vai dizer que "não é bem assim". O diálogo e o atendimento dos funcionários só existem na propaganda oficial. Na prática, nossas condições de trabalho, plano de saúde, plano de carreira, só têm piorado.

E, afora isso, a administração se mantém inerte diante dos acontecimentos da conjuntura nacional e tenta nos imputar a responsabilidade do pagamento da conta de sua ineficiência.




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Edição N° 11
Setembro 2003

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