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  Porto Alegre, 8 de Fevereiro de 2012 



Edição N° 26
Outubro 2009




Artigo Técnico
Tecnologias de Transporte X Metrô de Porto Alegre

Severino Feitoza Fo., Arquiteto, Pós-graduado em Gestão Pública, Especialista em Transporte e Engenharia de Tráfego, Coordenador Técnico dos Estudos de Metrô da Prefeitura
(período: janeiro/2001 a março/2003.


A implantação de uma nova tecnologia em uma determinada área urbana pode apresentar razões de diversas naturezas, tais como incapacidade do sistema local em atender à demanda devido ao excessivo número de linhas superpostas e à extensão da rede; velocidade comercial cada vez menor; freqüências insuficientes e irregularidade nos horários de pico; incapacidade de acompanhar o crescimento da demanda (quantitativa e qualitativamente); e, impactos ambientais negativos do sistema atual (principalmente com relação as questões de segurança e poluição).

Não há um tipo de tecnologia de veículo adequada para todos os serviços. Cada sistema opera com maior eficiência dentro de uma determinada faixa de demanda, do ponto de vista econômico e quanto ao nível de serviço. Também não há um tipo de veículo adequado a todos os tipos de serviço.

O metrô, em virtude de ser um sistema independente, a sua operação não é afetada pelos outros modos de transporte, consequentemente permitindo maior regularidade do serviço, elevado padrão de segurança, mais alta freqüência e maior conforto para o usuário.

Evolução dos Estudos de Metrô em Porto Alegre

Desde Janeiro de 2001, a Prefeitura vem estudando a viabilidade de implantação de novas linhas de metrô em Porto Alegre e está adotando os conceitos de qualificação da mobilidade urbana (rede multimodal, estruturadora da mobilidade urbana, que pode servir de instrumento de mudança do planejamento e gestão do sistema da grande Porto Alegre; alto e rigoroso nível de integração física, operacional e tarifária; capacidade e flexibilidade para atender alterações nos padrões de deslocamentos e demandas futuras, bem como oferecer diversidade de integração tecnológica; Integração tarifária com introdução do cartão eletrônico para facilitar a integração dos diversos modos; estações e terminais de integração de alto nível de acessibilidade e tratamento urbanístico, paisagísticos e arquitetônico. Portanto, a definição do enfoque passa a ser de Rede Multimodal (complementaridade, integração e racionalização dos sistemas); Solução Multisetorial; e, Projeto-Empreendimento.

Esta visão do modelo de desenvolvimento do transporte requer a indispensável integração do planejamento do uso e ocupação do solo, do sistema viário, da circulação e trânsito e do transporte público priorizado, capaz de competir com o automóvel.

Em fevereiro de 2003, a Prefeitura concluiu estudos preliminares sobre alternativas de rede de média e alta capacidade (metrô), considerando a simulação de carregamento e demanda para um traçado circular de metrô, de forma alternativa e comparativa com a linha 2. Os resultados de simulação desse traçado circular de metrô em Porto Alegre, com aproximadamente 33 quilômetros de extensão, considerando uma integração flexível, indicaram uma demanda no ano 2013 de 634.000 embarques/dia, 72.000 embarques/hora pico manhã, com trecho de máximo carregamento na ordem de 28.200 passageiros/hora/sentido. Enquanto que, a Linha 2 indicada pela TRENSURB, com uma extensão de 21 quilômetros, simulada de forma comparativa, com os mesmos parâmetros e cenários, apresentou 232.000 embarques/dia, 26.500 embarques/hora pico manhã e 16.200 passageiros/hora/sentido no trecho de máximo carregamento. Ver a seguir, mapas do modelo de suporte físico e da rede estrutural do sistema integrado de mobilidade urbana. Deve-se salientar que é indispensável o desenvolvimento de estudos de viabilidade técnica-econômica dessas alternativas simuladas.

Visando dar continuidade aos estudos e projetos necessários à tomada de decisão de forma integrada, a Prefeitura apresentou, em Abril/2003, aos governos Estadual e Federal, uma proposta de Projeto Estratégico para o desenvolvimento integrado dos sistemas de transporte público da grande Porto Alegre, que consiste na formatação e assinatura de Convênio de Integração e Cooperação Técnica, entre as três esferas de governo. O Convênio está tramitando nos três níveis de governo com previsão de assinatura para o próximo mês de outubro e apresenta como objetivos a definição das condições, responsabilidades, etapas e procedimentos necessários a integração dos Sistemas de Transportes Públicos da Grande Porto Alegre.

Os estudos para o modelo de gestâo, deverão considerar a solução de Consórcio Regional de Transporte Público, que vem sendo adotada em outros países, a partir da criação de um órgão com autoridade representativa e capacidade técnica suficiente para exercer as funções de coordenação e controle, planejamento da infra-estrutura e serviços, fixação de tarifas comuns, determinação das características e tipo de transporte e das compensações econômicas entre os distintos modos de transporte. Para tanto, é necessário vontade e coragem política.

Atualmente, o tema metrô está sendo debatido na Subcomissão Mista - Sistema de Trens Urbanos, da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, na qual a Prefeitura apresentou, em agosto de 2003, os seus estudos e propostas.




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Edição N° 11
Setembro 2003

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