

Edição N° 26
Outubro 2009 |
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Artigo Técnico
Desenvolvimento sustentável
e a gestão de pessoas
Dione Borges de Carvalho, Administrador
O serviço público e o servidor público
estão em mutação. A responsabilidade
por esta transformação é de todos:
trabalhadores e gestores. Ser competitivo (competição
saudável, é claro) não é privilégio
das empresas privadas. O chamado desenvolvimento sustentável
não se mantémsem qualidade e produtividade.
Tanto para a qualidade quanto para a produtividade, o
modelo de gestão tem papel determinante. As bibliografias
e estudos científicos dão conta de que as
empresas brasileiras, se comparadas as de outros países
mais desenvolvidos, estão em posição
inferior, em termos de gestão, organização
do trabalho e políticas de Recursos Humanos(embora
empresários afirmem que os americanos, por exemplo,
não são melhores que os brasileiros. Eles
se diferenciam de nós pela metodologia de trabalho).
Estamos inseridos no serviço público
da capital - Porto Alegre -, cujo Estado é reconhecido
por sua elevada politização. Essa politização
aperfeiçoou a democracia, mas são lentas
as mudanças e curtos os investimentos para dar
suporte à modernização do trabalho
e à qualidade de vida do trabalhador. Muitos
ambientes, onde o trabalho se desenvolve, precisam ser
melhorados, pois têm influência na produtividade.
Quando falo de ambiente, falo de condições
de trabalho adequadas, tanto físicas quanto motivacionais,
e de políticas de Recursos Humanos voltadas para
a busca da visão de desenvolvimento sustentável,
necessitando os trabalhadores de: novos conhecimentos
= SABER, habilidades = SABER FAZER e atitudes ou competência
comportamental = QUERER FAZER. Este trinômio afeta
o desempenho que, por sua vez, tem conseqüência
decisiva nos resultados. Ainda é importante acrescer
a variável PODER FAZER, para completar o ciclo.
Mais importante, ainda, é a definição
das competências necessárias para a organização.
O planejamento estratégico auxilia muito nesta
etapa, determinando que competências cabe à
organização desenvolver e quais são
de responsabilidade do trabalhador. "Os saberes
são valorizados quando reconhecidos como necessários,
mas na medida dos estreitos limites da divisão
do trabalho". Isto gera conflito. Exigem-se muitas
competências e as próprias pessoas/trabalhadores
querem ser bem sucedidos e buscam soluções,
dentro de suas possibilidades, para aumentar seu conhecimento
e suas habilidades, melhorando atitudes e interesses.
E acabam se frustrando. Nesse momento, delas são
exigidas mais competências:alta tolerância
à frustração e perseverança.
Nem todos conseguem. Portanto, fazer a gestão
de pessoas é compromisso mútuo, cabendo
a responsabilidade maior aos gestores, que detém
maior conhecimento das necessidades e políticas
públicas implementadas.
Acredito que os trabalhadores da Prefeitura Municipal
de Porto Alegre e Autarquias, tanto os técnicos
quanto outras categorias, estão interessados
em promover o serviço público de qualidade,
agregando o esforço necessário ao desenvolvimento
sustentável para todos:trabalhadores e organização.
Todos querem um serviço público enxuto,
com prazos e custos adequados, atendimento ao cidadão
porto-alegrense de alto nível, respeito ao meio-ambiente
e às pessoas, transparência. Este é
o desafio para gestores e trabalhadores, PESSOAS que
compõe a organização, na construção
de um modelo de serviço público sustentável.
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Edição N° 12
Dezembro 2003 |
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