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  Porto Alegre, 8 de Fevereiro de 2012 



Edição N° 26
Outubro 2009




Artigo Técnico
Desenvolvimento sustentável e a gestão de pessoas

Dione Borges de Carvalho, Administrador


O serviço público e o servidor público estão em mutação. A responsabilidade por esta transformação é de todos: trabalhadores e gestores. Ser competitivo (competição saudável, é claro) não é privilégio das empresas privadas. O chamado desenvolvimento sustentável não se mantémsem qualidade e produtividade. Tanto para a qualidade quanto para a produtividade, o modelo de gestão tem papel determinante. As bibliografias e estudos científicos dão conta de que as empresas brasileiras, se comparadas as de outros países mais desenvolvidos, estão em posição inferior, em termos de gestão, organização do trabalho e políticas de Recursos Humanos(embora empresários afirmem que os americanos, por exemplo, não são melhores que os brasileiros. Eles se diferenciam de nós pela metodologia de trabalho).

Estamos inseridos no serviço público da capital - Porto Alegre -, cujo Estado é reconhecido por sua elevada politização. Essa politização aperfeiçoou a democracia, mas são lentas as mudanças e curtos os investimentos para dar suporte à modernização do trabalho e à qualidade de vida do trabalhador. Muitos ambientes, onde o trabalho se desenvolve, precisam ser melhorados, pois têm influência na produtividade. Quando falo de ambiente, falo de condições de trabalho adequadas, tanto físicas quanto motivacionais, e de políticas de Recursos Humanos voltadas para a busca da visão de desenvolvimento sustentável, necessitando os trabalhadores de: novos conhecimentos = SABER, habilidades = SABER FAZER e atitudes ou competência comportamental = QUERER FAZER. Este trinômio afeta o desempenho que, por sua vez, tem conseqüência decisiva nos resultados. Ainda é importante acrescer a variável PODER FAZER, para completar o ciclo.

Mais importante, ainda, é a definição das competências necessárias para a organização. O planejamento estratégico auxilia muito nesta etapa, determinando que competências cabe à organização desenvolver e quais são de responsabilidade do trabalhador. "Os saberes são valorizados quando reconhecidos como necessários, mas na medida dos estreitos limites da divisão do trabalho". Isto gera conflito. Exigem-se muitas competências e as próprias pessoas/trabalhadores querem ser bem sucedidos e buscam soluções, dentro de suas possibilidades, para aumentar seu conhecimento e suas habilidades, melhorando atitudes e interesses. E acabam se frustrando. Nesse momento, delas são exigidas mais competências:alta tolerância à frustração e perseverança. Nem todos conseguem. Portanto, fazer a gestão de pessoas é compromisso mútuo, cabendo a responsabilidade maior aos gestores, que detém maior conhecimento das necessidades e políticas públicas implementadas.

Acredito que os trabalhadores da Prefeitura Municipal de Porto Alegre e Autarquias, tanto os técnicos quanto outras categorias, estão interessados em promover o serviço público de qualidade, agregando o esforço necessário ao desenvolvimento sustentável para todos:trabalhadores e organização. Todos querem um serviço público enxuto, com prazos e custos adequados, atendimento ao cidadão porto-alegrense de alto nível, respeito ao meio-ambiente e às pessoas, transparência. Este é o desafio para gestores e trabalhadores, PESSOAS que compõe a organização, na construção de um modelo de serviço público sustentável.



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Edição N° 12
Dezembro 2003

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