Rua Barão do Triunfo, 419, conj. 304
Bairro: Menino Deus
CEP: 90130-101 | Porto Alegre - RS
Fone: (51) 3217-2921
  Porto Alegre, 8 de Fevereiro de 2012 



Edição N° 26
Outubro 2009




Até quando colegas?
Eros Miguel Sadowoy Martins - Administrador - HPS

Até quando, colegas, deixaremos as administrações nos tratarem como mera conta de despesas? Como se fôssemos um desagradável fardo a ser carregado pelos tão sapientes eleitos pelo povo? Como se nenhum trabalho produtivo de relevância fizéssemos? Ora colegas, já se perguntaram quem são os executores das políticas públicas? Quem são aqueles que estão lá na frente, na escola, no posto de saúde, nos hospitais, nas ruas tapando buracos nos já tão desgastados pisos, limpando esgotos, fiscalizando obras, estabelecimentos comerciais, seja para questões de saúde, seja para fins de tributos? Quem atende o cidadão, seja no balcão ou ao telefone, para solucionar seus problemas ligados ao município? Tudo isto e muito mais, somos nós servidores, os realizadores da construção de uma Porto Alegre melhor. E como somos tratados? Como um imenso poço sem fundo de despesas. Esqueceram de que somos as engrenagens que torna possível o desenvolvimento desta capital.

Quem tem memória há de se lembrar que começaram as retiradas de nossos direitos logo no início desta demasiadamente longa que se diz Administração Popular, com a tentativa de negar o nosso direto aos reajustes bimestrais, como estabelecido em lei. Foi necessário realizar uma mobilização por meio de greve para impor nossos direitos. Enquanto isto, o número de cargos em comissão, empregos para o amigo do rei, crescia. Hoje são 850 a fazer retiradas do cofre público para agradar correligionários, se constituindo em um meio para transferir esses recursos para as burras do partido. Depois retiraram o direito, estabelecido em estatuto, de vender a licença prêmio. Passaram cinco anos sem reajustar o vale-refeição. Hoje já são outros quatro anos com o mesmo valor. No ano passado, com uma incrível peripécia contábil, pararam de nos repassar os índices inflacionários, alegando lei de responsabilidade fiscal. Ora, a lei diz que têm que pagar, independente de ter ou não ultrapassado o percentual de segurança. Como se essas atitudes maquiavélicas não fossem suficientes, atacam descaradamente nosso bolso, aumentando a alíquota de previdência para 11%, quando deveria ser de 7,64%, conforme estabelecido pelos cálculos atuariais. Conseguem perceber o confisco? Some este aumento de 4,25%com a negativa de bimestralidade, em torno de 10%, e nosso salário terá uma perda de 14,25% Aqueles que têm o direito da progressão podem acrescer mais 5%(19,25%), desde janeiro/2003. Se formos calcular o quanto representa em um ano, veremos que trabalhamos um mês e meio, ou mais, de graça para a Prefeitura, ou deixamos de receber um 13 º e 1/3 constitucional de férias.

Agora inventaram o OP interno para o servidor, querendo transferir a nós, a decisão do que será prioritário, tentando até incluir itens de segurança do trabalho, que é obrigação do empregador, imposto por lei. E com isto, querem que nós servidores fiquemos disputando uns com os outros, condições de trabalho que é obrigação da administração fornecer. Ora é só o que faltava.

É momento de refletir, de nos perguntarmos até quando nós servidores deixaremos usurparem nossos direitos? Vamos esperar não ter mais salário para então nos unirmos a esta luta? Não adianta pensarmos que o supermercado está caro, é o nosso salário que está perdendo poder de compra. E não basta somente eleger nosso representante, é necessário participar, apoiar aqueles que queremos como nossos representantes, comparecendo nos atos, levando nosso colegas para demonstrar à administração que nós também não estamos de acordo com as práticas de arrocho salarial.

Vamos para a luta da reconquista de nossos direitos. Vamos mostrar que quem faz a tão alardeada melhor cidade do país, somos nós.



« Voltar



Edição N° 13
Setembro 2004

Astec - Todos os Direitos Reservados 2012 ©

Desenvolvido por: Rafael Mann - Projetista em TI - rafamann@terra.com.br
Jornalista Responsável: Ruvana De Carli - DRT 5534 - ruvanadecarli@hotmail.com