

Edição N° 26
Outubro 2009 |
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Até quando
colegas?
Eros Miguel Sadowoy Martins - Administrador - HPS
Até quando, colegas, deixaremos as administrações
nos tratarem como mera conta de despesas? Como se fôssemos
um desagradável fardo a ser carregado pelos tão
sapientes eleitos pelo povo? Como se nenhum trabalho produtivo
de relevância fizéssemos? Ora colegas, já
se perguntaram quem são os executores das políticas
públicas? Quem são aqueles que estão
lá na frente, na escola, no posto de saúde,
nos hospitais, nas ruas tapando buracos nos já
tão desgastados pisos, limpando esgotos, fiscalizando
obras, estabelecimentos comerciais, seja para questões
de saúde, seja para fins de tributos? Quem atende
o cidadão, seja no balcão ou ao telefone,
para solucionar seus problemas ligados ao município?
Tudo isto e muito mais, somos nós servidores, os
realizadores da construção de uma Porto
Alegre melhor. E como somos tratados? Como um imenso poço
sem fundo de despesas. Esqueceram de que somos as engrenagens
que torna possível o desenvolvimento desta capital.
Quem tem memória há de se lembrar que começaram
as retiradas de nossos direitos logo no início
desta demasiadamente longa que se diz Administração
Popular, com a tentativa de negar o nosso direto aos reajustes
bimestrais, como estabelecido em lei. Foi necessário
realizar uma mobilização por meio de greve
para impor nossos direitos. Enquanto isto, o número
de cargos em comissão, empregos para o amigo do
rei, crescia. Hoje são 850 a fazer retiradas do
cofre público para agradar correligionários,
se constituindo em um meio para transferir esses recursos
para as burras do partido. Depois retiraram o direito,
estabelecido em estatuto, de vender a licença prêmio.
Passaram cinco anos sem reajustar o vale-refeição.
Hoje já são outros quatro anos com o mesmo
valor. No ano passado, com uma incrível peripécia
contábil, pararam de nos repassar os índices
inflacionários, alegando lei de responsabilidade
fiscal. Ora, a lei diz que têm que pagar, independente
de ter ou não ultrapassado o percentual de segurança.
Como se essas atitudes maquiavélicas não
fossem suficientes, atacam descaradamente nosso bolso,
aumentando a alíquota de previdência para
11%, quando deveria ser de 7,64%, conforme estabelecido
pelos cálculos atuariais. Conseguem perceber o
confisco? Some este aumento de 4,25%com a negativa de
bimestralidade, em torno de 10%, e nosso salário
terá uma perda de 14,25% Aqueles que têm
o direito da progressão podem acrescer mais 5%(19,25%),
desde janeiro/2003. Se formos calcular o quanto representa
em um ano, veremos que trabalhamos um mês e meio,
ou mais, de graça para a Prefeitura, ou deixamos
de receber um 13 º e 1/3 constitucional de férias.
Agora inventaram o OP interno para o servidor, querendo
transferir a nós, a decisão do que será
prioritário, tentando até incluir itens
de segurança do trabalho, que é obrigação
do empregador, imposto por lei. E com isto, querem que
nós servidores fiquemos disputando uns com os
outros, condições de trabalho que é
obrigação da administração
fornecer. Ora é só o que faltava.
É momento de refletir, de nos perguntarmos até
quando nós servidores deixaremos usurparem nossos
direitos? Vamos esperar não ter mais salário
para então nos unirmos a esta luta? Não
adianta pensarmos que o supermercado está caro,
é o nosso salário que está perdendo
poder de compra. E não basta somente eleger nosso
representante, é necessário participar,
apoiar aqueles que queremos como nossos representantes,
comparecendo nos atos, levando nosso colegas para demonstrar
à administração que nós
também não estamos de acordo com as práticas
de arrocho salarial.
Vamos para a luta da reconquista de nossos direitos. Vamos
mostrar que quem faz a tão alardeada melhor cidade
do país, somos nós. |
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Edição N° 13
Setembro 2004 |
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