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  Porto Alegre, 8 de Fevereiro de 2012 



Edição N° 26
Outubro 2009




OP SERVIDOR serve a quem?


Além da bimestralidade e da alíquota da previdência, outro assunto mantém unificadas as discussões: a proposta da prefeitura de fazer um "OP de Servidores". Essa tentativa está se mostrando como uma das maiores preocupações da categoria

A idéia é implantar um novo sistema de distribuição dos recursos. Através desse novo método, os servidores recebem uma cédula para escolher o que deve ser prioridade, entre cinco opções já estabelecidas: equipamentos, espaços de trabalho, mobiliários, formação profissional ou segurança e atenção à saúde no trabalho (equipamentos de proteção individual). Os critérios para a distribuição de recursos seriam o número de servidores lotados em cada órgão, a priorização do tema (pelo voto direto nas assembléias gerais de servidores do OP)e participação proporcional dos servidores na assembléia, através dos Cogins-Coletivos de Gestão Interna dos Servidores - que teriam um número de representantes proporcionais ao número de servidores de cada órgão. Esses Cogins seriam responsáveis pela garantia do funcionamento do sistema no qual uma das principais instâncias seria o "Fórum Municipal dos Servidores", que não tem qualquer relação com o Fórum das Entidades de Servidores Municipais!!! Em resumo, a tentativa da prefeitura é de imputar aos servidores a responsabilidade de dividir os parcos recursos que destina à administração da cidade. A proposta que verdadeiramente se esconde sob o discurso da gestão participativa é a de não administrar, de fazer com que os servidores disputem condições de trabalho que deveriam ser asseguradas para que se possa dar ao contribuinte o retorno da pesada carga tributária que enfrenta, na forma de um serviço público eficaz.

Mas isso não acontece porque os administradores eleitos com esse fim não estão indo em busca dos investimentos necessários para tornar Porto Alegre uma cidade melhor. As escolas municipais e o serviço público em geral estão sucateados, temos a cesta básica mais cara das capitais brasileiras, níveis de violência que extrapolam os gráficos, a maior alta da gasolina ao consumidor no mais recente reajuste.

E a administração municipal faz o que? Esconde-se atrás do argumento de que não cumpre a lei da bimestralidade, porque estaria impedida pela lei de responsabilidade fiscal (o que é desmentido pelos números do Tribunal de Contas);tenta mudar o foco da discussão com um "OP de Servidores", onde a realidade mostra apenas uma tentativa de implantação de um sistema em que os funcionários tenham que brigar entre si para decidir quem vai ter mesa e cadeira, computador ou bota e capacete para trabalhar e quem vai ficar sem isso. Condições de trabalho não é direito do trabalhador, mas obrigação do empregador. Em especial, quando esse empregador está gerindo um recurso que não é de sua propriedade, mas de propriedade da população que o elegeu apenas como gerente.

OS MUNICIPÁRIOS NÃO ACEITAM ESSA MANOBRA!!!
Para a próxima Assembléia Geral da categoria, que vai avaliar o indicativo de greve.



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Edição N° 13
Setembro 2004

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