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  Porto Alegre, 9 de Fevereiro de 2012 



Edição N° 26
Outubro 2009




Reforma Sindical
"Estamos voltando aos tempos da Revolução Industrial"


A afirmação acima é do presidente da Astec, em debate promovido pela Fenafim - Federação Nacional dos Auditores e Fiscais de Tributos Municipais e pela CSPB - Confederação dos Servidores Públicos do Brasil, na primeira quinzena de março último.Trata-se de uma referência às perspectivas de futuro para os direitos trabalhistas .Se, conforme o que propõe o governo federal, o negociado vier a valer mais do que o legislado, o representante da central sindical dentro da em presa terá mais poder do que todo um sindicato reunido em assembléia geral. Sobre esse ponto, Eros Miguel alerta: "não é preciso ser especialista em ciência política ou sociologia para avaliar minimamente a extensão dos riscos dessa centralização e de tal grau de empoderamento de um único indivíduo, em detrimento de toda uma categoria profissional".

De outro lado, a maior preocupação específica dos técnicos de nível superior reside na discussão sobre a transformação da Astec em sindicato. "O receio é que, se a reforma vingar como está sendo proposta, a associação teria que se vincular a uma central sindical e essa é que teria a prerrogativa de legitimar a entidade como representante dos técnicos de nível superior, mesmo sem conhecer a categoria", explica o presidente.

Um relato do conjunto dos servidores públicos em nível nacional foi apresentado à Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados, no final de março, durante audiência pública que contou com a presença de representantes dos fiscais da Previdência Social (Anfip), dos técnicos da Receita Federal (Sindireceita) e da CBPS. A queixa é terem sido deixados de fora do projeto. O palestrante do evento, presidente da CSPB, João Domingos Gomes dos Santos, explica que, com isso, os servidores públicos ficam submetidos a legislação anterior a 1943, quando não havia leis sobre o sindicalismo. Novamente, a categoria está alijada de mais um passo desta enxurrada de reformas que se iniciou em 1976, aprofundando a dependência do FMI - Fundo Monetário Internacional -, com uma tendência de privatização do serviço público. Segundo ele, "a proposta de reforma é uma farsa e não foi consenso". Santos defende a unicidade sindical e o imposto sindical compulsório.

Outros pontos como a necessidade de i formar a realização de greve 72 horas antes de deflagrá-la, contra as 48 horas de antecedência exigidas hoje, também são duramente criticados. Mas, segundo o presidente da CSPB, os protestos não têm passado em branco.

Durante o workshop, ele denunciou que os líderes do movimento contra a reforma sindical estão sofrendo uma dura campanha de difamação, sendo atacados na sua credibilidade pessoal de diversas formas.



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Edição N° 15
Abril 2005

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