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  Porto Alegre, 8 de Fevereiro de 2012 



Edição N° 26
Outubro 2009




Artigo Técnico
Eficiência Energética: um exemplo de bons resultados - parte II

Ricardo Zucarelli Pulvirenti
Engenheiro


Escolha e avaliação das tecnologias de alta eficiência energética no Hospital Materno Infantil Presidente Vargas

Iluminação
Luminárias com defletores de alumínio de pureza superior a 99%; lâmpadas fluorescentes tri-fósforo de 32W; reatores com FP 0,95 ou superior, eletromagnéticos para não interferir em equipamentos de diagnóstico médico. Retorno: 18 meses.

Elevadores
Tecnologia de variação de freqüência e voltagem e sistema automático de atendimento, resultando em economia de energia de 42% a 56%. Retorno: 90 meses.

Ar-condicionado
O foco foi nos aparelhos do tipo janela, substituídos por splits, que consomem, em média, 20% menos energia elétrica, além de poderem ser conectados a sensores de presença centralizada. Constatou-se que boa parte dos ambientes estava com cargas térmicas mal distribuídas. Retorno: 28 meses.

Dados importantes sobre ANÁLISE TARIFÁRIA
Antecipar horário de funcionamento da lavanderia, das 19h para às 18h; desligar 50% dos elevadores nos horários de pouco uso; desligar aparelhos de ar-condicionado tipo janela e centrais após as 18h; no período de maio a novembro, reduzir o contrato da demanda de 560 kw para 460 kw, baixando o custo em R$ 1.252,00, mensais.

CONCLUSÃO
Este trabalho continua gerando bons resultados, porque teve a garra de Técnicos que abraçaram a causa em prol da Prefeitura e o apoio direto da Direção do Hospital. Também serviu como referência de Eficiência Energética na FIERGS, cuja apresentação foi realizada pelo colega da SMS, Raimundo Ito, em 11 de janeiro de 2005.

CONSIDERAÇÕES SOBRE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA NA PREFEITURA DE PORTO ALEGRE
Quando falamos de Eficiência Energética, nos lembramos das campanhas entre 2001 e 2002 e da implantação das CIGEs. Entretanto, o prefeito João Verle não deu importância aos programas desenvolvidos. A Coordenação Geral ficou com CCs, os quais não estimularam a continuidade dos projetos, nem repassaram informações dos cursos e seminários de que participaram. Mesmo assim, os colegas devem se lembrar das medidas implantadas, dentro da ótica da economia de energia e do 1º Seminário Interno de Eficiência Energética da Prefeitura de Porto Alegre, em novembro de 2001. Quantos projetos de excelente nível técnico saíram dali!
Alguns exemplos:
- Cadastro Único com materiais à disposição para troca entre as secretarias;
- Centralização da coleta e descarte de lâmpadas queimadas;
- Grupo permanente de Eficiência Energética subsidiando projetos nesta área;
- Centralização das lavanderias dos hospitais em um único local, com retorno estimado em menos de 5 anos, projeto da Engenharia do HPS;
- Projetos de co-geração usando gás, principalmente, para uso nos horários de maior custo de energia nos hospitais e prédios da Prefeitura;
- Biogás em geradores de energia nas estações de tratamento de esgoto, projeto do DMAE;
- Substituições dos antigos motores elétricos por sistemas eficientes nas casas de bombas do DEP.
Nós, técnicos, ficamos entusiasmados com o trabalho que teríamos pela frente, mas quais destes projetos avançaram? Esta é uma questão que temos de colocar para que a atual administração da Prefeitura reative este processo, que trará benefícios a toda cidade e reconhecimento à capacidade dos Técnicos Municipais da Prefeitura de Porto Alegre.




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Edição N° 16
Agosto 2005

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