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  Porto Alegre, 8 de Fevereiro de 2012 



Edição N° 26
Outubro 2009




Redemocratização do Simpa
Porto Alegre faz história no sindicalismo dos servidores públicos



Em 2002,na Câmara Municipal
Não há dúvida de que os servidores públicos da capital gaúcha vivem um momento histórico com a redemocratização daquele que foi o primeiro sindicato de municipários do Brasil a partir da Constituição de 1988. Mas, se ir às urnas para eleger a nova diretoria do Simpa exigiu negociações nem sempre fáceis, também foi uma oportunidade de aprendizado de convivência democrática na busca de composições suprapartidárias, visando conquistar e garantir direitos de uma categoria de profissionais submetida, às vezes, a situações que beiram o achincalhe por parte dos governos municipal e federal.

Em 2004, na briga pela “Bimestralidade Já!”
Em um processo de negociação iniciado em 2005, mostra bem a diversidade e o esforço dos segmentos envolvidos na história desta construção: sob a mediação da Câmara de Vereadores, ergueu-se uma Comissão Eleitoral suprapartidária, da qual participam o Fórum de Entidades, a atual diretoria do Simpa, a Asta – Associação dos Servidores Técnico-Científicos Aposentados e os movimentos Conlutas e Construção Municipária. De 22 a 24 de maio, das 8h às 21h, ocorre a votação em primeiro turno, embora todas as dificuldades impostas pela Administração, em especial, para liberar o ponto dos fiscais e candidatos em campanha.

Mais de dois mil servidores no Auditório Araújo Viana em 1° de julho de 2004
A Astec integra o Fórum de Entidades que, além de ter participado ativamente da construção desse processo eleitoral, teve sua origem justamente nas dificuldades encontradas na atuação do sindicato, desde 1995. A situação agravou-se no final de 1998, quando as eleições foram fraudadas e os servidores perderam a credibilidade em seu órgão de classe. As associações de servidores permaneciam desenvolvendo um trabalho voltado às suas categorias e problemas específicos. Em 1999, o Governo Municipal iniciou discussão para a implantação de um plano de saúde com a participação de apenas cinco entidades, ficando as demais sem condições de opinar e participar.

Em 2003, na Escola Parobé defendendo o cumprimento da lei
Em julho de 1999, as entidades passaram a agrupar-se, inicialmente, sob o nome de Fórum das Associações Municipais e, mais tarde, Fórum de Entidades dos Servidores Municipais de Porto Alegre – FESM.
Em várias reuniões, realizadas no 10º andar da Secretaria de Administração, a categoria avançou nas discussões sobre Plano de Saúde, quando foi interrompida por imposição do Governo, que defendeu como prioridade a criação de uma proposta de projeto de previdência pública para os servidores. Era o início de um longo processo de negociações, que resultou na constituição do Previmpa – um projeto construído ao longo de três anos, com a participação da Astec como integrante do FESM, hoje uma autarquia municipal, assegurada pelo Poder Público, amplamente fiscalizada e gerida com a participação dos servidores.

Ao longo desses sete anos de atuação, o Fórum de Entidades pautou sua trajetória pelo sindicalismo, na busca da valorização do servidor, através da conquista e da garantia de direitos. Foi assim nas grandes lutas como na Reforma da Previdência, quando defendeu a Previdência Pública e, em 15 de dezembro de 2003, manteve o índice de reajuste da alíquota previdenciária em 6,75%, em vez dos 11% pretendidos pelo Executivo.

Também nas grandes mobilizações pelo cumprimento da Lei da Bimestralidade, o Fórum foi o grande organizador da categoria, com a realização de inúmeros atos públicos e assembléias gerais, tendo desempenhado papel fundamental no ganho de causa judicial pela devolução das contribuições previdenciárias cobradas indevidamente de aposentados e pensionistas.

No momento em que os municipários encaminham suas pautas específicas e a Pauta Unificada de Reivindicações 2006, o Fórum de Entidades segue cumprindo seu papel de articulador, enquanto comemora a redemocratização do Simpa, trabalhando por um processo limpo e transparente até a sua conclusão.

   

Em 2003, nas ruas da capital ou lutando em assembléias pela Reforma da Previdência e pela garantia de outros direitos adquiridos o Fórum de Entidades foi sempre um aglutinador da categoria municipária

   





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Edição N° 18
Maio 2006


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