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  Porto Alegre, 8 de Fevereiro de 2012 



Edição N° 26
Outubro 2009




Entrevista Diretoria Executiva 2005-2006
“Avanço se faz com muito trabalho e em equipe”


Da cerimônia de posse, em 4 de janeiro de 2005, até o próximo 4 de janeiro de 2007, quando estarão passando a direção da Astec aos sucessores, esse grupo de técnicos de nível superior que serve à Prefeitura de Porto Alegre terá feito, pela valorização de sua categoria profissional, mais do que participar de quase uma centena de reuniões, publicar cerca de duzentas notícias em seus veículos próprios para informar os associados ou organizar, dirigir e participar de dez assembléias gerais. A Astec, a duras penas, consolidou nesse período uma série de conquistas, cuja síntese se apresenta nas palavras dos dirigentes que encerram agora sua gestão.

1. A Astec tem como missão “a valorização profissional dos técnicos de nível superior de porto alegre”. Quais foram, no biênio 2005-2006, os principais avanços neste sentido?
DE – Em tempos nos quais os governos em geral movem-se mais no sentido de cassar direitos adquiridos dos funcionários públicos e dos trabalhadores em geral do que de combater a sonegação fiscal e os negócios escusos, avalia-se que houve, sim, grandes avanços da Astec. Para citar alguns: ter promovido discussões sobre a contratação de consultoria empresarial pela Prefeitura; a participação efetiva nas reuniões de negociação salarial com o governo, através do Fórum das Entidades Municipais (FESM); participação nos atos e Assembléias da categoria municipária trabalhando diretamente na organização e divulgação, entre os quais citamos o Arraial dos Municipários, Ato contra a privatização e desmonte do DMLU, Atos públicos contra a extinção da bimestralidade, pela reposição salarial plena de 4,63% em vez dos 2,54% oferecidos pelo governo, em 2006; participação na conquista das eleições democráticas para o SIMPA, junto ao FESM, auxiliando na organização de todo o processo das eleições; participação efetiva no CORES do SIMPA através de representantes NSs, sócios da ASTEC; aproximação com outras entidades associativas como o próprio SIMPA, ACESPA, ATEMPA, APMPA, AIAMU e ASTA; discussões com a Administração sobre a Progressão Funcional; mobilização e ações contra o Projeto de Lei das FGs Especiais; ações contra a forma como foi exigido o recadastramento da RDE na SMS, tendo, inclusive, representado os funcionários na CEFOR – na Câmara Municipal; encaminhamento de estudo para transformação da Astec em sindicato; promovido festas de confraternização com a presença maciça e recorde de associados; estar em pleno processo de discussão da percepção integral da GIT; estar atenta aos problemas funcionais que os associados têm trazido à entidade, encaminhando junto à Administração as soluções para os mesmos.

2. A Astec participou ativamente da refundação do Simpa, tanto no âmbito do Fórum de Entidades, quanto após a sua extinção. Como está a posição da Astec nessa nova configuração do movimento sindical da PMPA?
DE
– A Astec tem sido uma incansável colaboradora, desde a época do FESM. Na redemocratização do SIMPA, atuou ativamente, inclusive na organização e divulgação do processo eleitoral. Com a nova Diretoria do Sindicato, tem boas relações e tem procurado auxiliar no que é possível e dentro do que permite seu Estatuto. Os atos, Assembléias e atividades promovidas pelo SIMPA têm sido amplamente divulgados pela Astec, através do site e E-Mail Marketing. Entretanto, nós Técnicos sabemos que, historicamente, o SIMPA não tem apoiado integralmente as reivindicações da nossa categoria, visto que são específicas, motivo que nos levou a reavaliar a transformação da Astec em Sindicato.

3. A Astec está trabalhando na proposição de tornar-se um sindicato. Qual é o legado da atual Diretoria Executiva (DE) para a próxima, que vai administrar a entidade no biênio 2007-2008?
DE – Os estudos para transformação da entidade em sindicato estão em pleno andamento, com um advogado de bastante conhecimento na área já contratado. Pretendemos deixar o estudo pronto até a próxima Assembléia Geral, para que os associados tenham conhecimento dos prós e contras desta transformação. Caberá à próxima DE, com o devido respaldo dos Conselhos e Associados, dar continuidade ao trabalho.

4. É voz corrente entre os líderes do movimento sindical no interior da PMPA que a participação da categoria fica aquém do necessário para que se garanta as condições adequadas de trabalho e se tenha maior força de negociação. Com isso, pesa mais a demanda sobre os servidores que se mobilizam. Qual a avaliação da Diretoria 2005-2006 sobre essa questão?
DE
– O movimento Sindical na PMPA foi conduzido nestes últimos anos de maneira dividida! De um lado o representante oficial era o SIMPA e de outro, o representante de fato, o FESM. Esta divisão não mais existe oficialmente, mas as várias categorias que compõem o funcionalismo municipal, mesmo após a redemocratização do SIMPA, continuam negociando em separado com o Governo Municipal, o que lhe é bastante útil. A Astec sempre teve uma postura negocial, tanto em nível de governo como com as demais categorias funcionais. Entretanto, a recíproca nem sempre tem sido verdadeira. Para fazer frente ao poder político que o governo tem na Câmara Municipal e mesmo junto à mídia, os funcionários terão de pensar em unir-se e serem mais participativos, pois corremos sério risco de gradualmente perdermos a maior parte dos direitos arduamente conquistados.

5. Quais as perspectivas sobre a participação da categoria nas negociações em andamento, para o próximo período?
DE
– As negociações com a atual Administração têm sido difíceis e demoradas. Esperamos que, na próxima gestão, o Conselho Deliberativo retome as reuniões de Núcleos nas diversas secretarias. Sem dúvida, se houver mobilização suficiente que faça o Governo sentir a falta que faz o trabalho dos técnicos, aí sim, poderemos alcançar mais facilmente nossas reivindicações.

6. De todo o trabalho realizado ao longo do último biênio, quais as lições mais importantes?
DE
– As lições foram muitas. Uma das mais importantes, porém, talvez tenha sido a da realização do trabalho em equipe, que implica em respeitar as capacidades dos colegas e transformar as divergências em diversidade, fazendo, assim, com que a entidade cresça em democracia e participação.



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Edição N° 20
Dezembro 2006


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