

Edição N° 26
Outubro 2009 |
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Editorial
Balanço de final de ano: avaliar é preciso
As festas de fim de ano se aproximam e, com elas, a agitação de inúmeras atividades que vão desde as questões materiais, como compra de presentes, decoração da casa e ambientes de trabalho, às festas com colegas a amigos. É um tempo carregado de símbolos, lembranças e gestos que, em outras épocas, dificilmente aconteceriam. E, enquanto se preparam as coisas para o novo período que se aproxima, os balanços e relatórios são, inexoravelmente, a marca de que a chegada do fim do ano está próxima e seus resultados precisam ser contabilizados. Esta Diretoria também está em final de mandato e não pode prescindir de fazer um balanço de suas atividades como responsável pela condução de uma entidade que tem crescido e se destacado na defesa dos interesses de seus associados e agradecer a todos que colaboraram com esta gestão para que se alcançassem seus objetivos.
À Diretoria cabe pensar ações para atingir a missão da Astec, mas o diferencial, o que garante o sucesso, é a adesão de todos às mobilizações e eventos programados.
Nossa luta passa pela valorização do servidor público, responsável pela prestação de serviços de qualidade ao cidadão porto-alegrense, que tem recebido, por alguns setores da mídia, uma carga pesada de mensagens subliminares denegrindo sua imagem e seu trabalho. É uma estratégia que interessa àqueles que desejam a terceirização e/ou a privatização do público para ter mais um negócio a explorar.
Gestores que criam formas de deixar o servidor competente fora de projetos importantes também colaboram com a política de desmantelamento daquilo que sendo público é, portanto, de todos, o que vem a ser o mesmo que pertencer a cada um.
A política escamoteada de terceirização requer olhos de ver do servidor que deseja ter seus talentos reconhecidos e ajustados às competências organizacionais, através de uma política de recursos humanos adequada, onde o redesenho dos cargos e de suas novas tarefas deveria acompanhar o redesenho dos processos em andamento.
A mensuração de resultados com indicadores sustentáveis deve ter a conotação de desenvolvimento e não de punição. A EC 19/98 (§ 1º do art. 41 – item III) coloca a avaliação de desempenho dentro do capítulo que trata das formas de perda do cargo do servidor público. É preciso remodelar o conceito de mensuração para desenvolver, não para punir.
A democracia é sempre saudada por todos nós e é em nome dela que vigilantes estamos, cumprindo o papel da entidade frente aos novos desafios que se avizinham, atentos a mais projetos que retiram novos direitos de uns, enquanto os amigos do rei enchem as burras de vantagens em nome da importância de seus cargos, esquecendo que é de todos os trabalhadores que a sociedade precisa. Qualidade de vida passa pelo trabalho de todos os profissionais de Nível Superior (NSs) que dão suporte às principais atividades-fins da Administração Pública. Estes profissionais, com qualificação adquirida ao longo de vários anos nas universidades, nos cursos de especialização, pós e mestrados e na vivência profissional, dão a linha mestra de qualquer serviço estatal e, sem o seu trabalho devidamente valorizado, nenhum administrador público obtém sucesso.
É dentro desta ótica de valorização do profissional de NS que a ASTEC tem lutado ao longo destes anos de existência. A atual Diretoria se engajou em lutas em prol de todo o funcionalismo, culminando com a retomada do SIMPA pelos Municipários, e agora vem tratando das questões mais pertinentes à nossa categoria, como a integralidade da GIT, a manutenção da percepção da GIA e das vantagens historicamente adquiridas.
Para nós, o mais importante não é o que a Diretoria pensa, mas o que a efetiva participação dos colegas associados pode fazer pela entidade e pela classe dos Técnicos de Nível Superior.
Abraços a todos e, na árvore de Natal Astec, estamos fixando nosso desejo de que os sonhos de cada um se realizem em mais este ano que se inicia. |
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Edição N° 20
Dezembro 2006 |
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