Com a palavra, o associado
Todos os dias para as mulheres
O primeiro semestre do ano é pródigo em datas alusivas às mulheres: 8 de março, Dia Internacional; 28 de maio, Dia Nacional e Internacional de Combate à Mortalidade Materna; sem falar no segundo domingo de maio, o Dia das Mães. Por que tantas datas referentes à mulher, esse “bicho esquisito/todo mês sangra”, como canta Rita Lee na canção antológica? Podem ser apenas lembretes, porque, para muitos e muitas, significam flores, presentes, ou seja, apenas datas festivas. Talvez seja assim com o Dia das Mães. Mas, a verdadeira razão de relembrar o já popular 8 de março e o nem tanto 28 de maio, é que são datas que simbolizam a busca de uma igualdade social entre homens e mulheres, sem que as diferenças biológicas sirvam de pretexto para inferiorizar e subordinar a mulher.
Na maioria dos países, há conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual e suas condições de acesso à saúde. Todo o esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia, terminar com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços e muitas conquistas, nós mulheres ainda sofremos com violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens nos salários em relação à mesma função exercida por homens, além de casos de assédio moral. Simplesmente, por sermos mulheres.
Muito foi conquistado, mas muito ainda há a ser feito. São as mulheres que geram homens, geram mulheres, frutos de seus amores e, de geração em geração, erguem a civilização. Sendo assim, por que não compartilhar com os homens o apontar do sentido.
Temos muitas datas heróicas da mulher trabalhadora, guerreira, lutadora. Mas, é mais importante fazermos de todos os dias um dia de luta pelos nossos ideais!
Lurdes Maria Toazza Tura - Consultora em Saúde da Mulher |