

Edição N° 26
Outubro 2009 |
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Seminário Saúde do Trabalhador Municipal
Defesa da AFM e perfil do municipário dão tom em evento da Astec pela saúde integral do trabalhador
“A saúde do funcionário municipal tem de passar pela AFM”, defendeu o presidente da Astec, médico Julio César Portanova da Rocha, encontrando eco nas palavras da saudação de abertura da secretária da Administração, Sônia Vaz Pinto: “não podemos nos esquecer da AFM que faz todos os esforços porque é a única, sozinha, que atende os municipários das faixas salariais menores”. As idéias foram ouvidas no evento promovido pela Astec, preocupada com a saúde integral do municipário, em alusão ao Dia Mundial da Saúde (07/04) e Dia Mundial de Vítimas de Acidentes do Trabalho (28/04), que se realizou no auditório da SMA, na tarde da quinta-feira, 26/4.
E é no segmento dos menores salários que há, inclusive, servidores sem condições de manter atualizada sequer a mensalidade da AFM, como explica a pedagoga Silvana Moraes, Diretora de Assuntos Funcionais do Simpa e Coordenadora do GT Saúde do Sindicato. Em um dos painéis realizados, ela explicou o plano do Simpa para regulamentar o IAMPA - Instituto de Assistência do Município de Porto Alegre. “A AFM estará entre os possíveis parceiros, caso o Instituto venha a se tornar realidade”, assegura Silvana Moraes. Segundo ela, “a Secretaria da Administração está licitando a contratação de cálculo atuarial, para verificar a viabilidade econômica. Contribuir para a qualidade de vida/felicidade” é a preocupação do Programa Qualidade de Vida do Servidor (Decreto 15.012, de 13/12/2005), apresentado por sua coordenadora, a psicóloga Elizabeth Mendes Ribeiro da Rocha, ela mesma servidora da PMPA há 26 anos.
O trabalho tem três objetivos: primeiro, construir uma identidade de municipário, a partir do estímulo ao sentimento de pertença, do reconhecimento do grupo; segundo, trabalhando com o gerenciamento do estresse e, por fim, de saber como as pessoas se relacionam no trabalho. O projeto foi motivado pelo questionamento não do absentismo, mas do presenteísmo, que é a mulher comparecendo doente ao trabalho, com dor-de-cabeça, hemorragia, depressão. O Grupo de Aconselhamento em Saúde Médico-Psicológica para Mulheres de 40 a 65 anos, foi iniciado em 2005, com 12 módulos, envolvendo várias secretarias na busca de troca de experiências e enriquecimento do mundo afetivo das funcionárias, entre outras metas.
As interessadas em se inscrever, podem fazê-lo através do e-mail elizabethp@sma.prefpoa.com.br. No campo das interrelações sociais, políticas e econômicas são abordadas, em especial, as demandas para inclusão das pessoas com deficiência, como esclarecimento dos aspectos legais, Braille e Libras. Mas, a culminância do Programa deverá ser o Atlas dos Servidores Públicos Municipais, proposto pelo Instituto Histórico e Geográfico do RS, em parceria também com o IBGE e o governo do Canadá, utilizando um sistema desenvolvido pela NASA. Trata-se do mapeamento de um grande número de informações sobre cada servidor, possibilitando, através de cruzamento, inferências fundamentais para o estabelecimento de políticas públicas eficazes para a garantia da saúde do municipário. “Já estamos caminhando para isso”, ressalta Elizabeth, “posto que o IBGE anunciou nesta semana para todo o Brasil que Porto Alegre é referência no país em dados que formam o perfil do servidor público. Temos a maior amostra da América Latina.”
O censo ainda não está concluído, mas a painelista apresentou alguns dos dados já finalizados, sobre a Administração Centralizada: Total de servidores: 18.745 Homens: 8.676 (48,28%) Mulheres: 10.069 (53,72%) Idade média total: 45 anos. Mulheres acima dos 40 anos: 7.930 (42,3% do total de servidores da Adm. Centr.). Outra iniciativa no sentido de tornar ainda mais claras as condições em que trabalha o servidor é o estudo que vem sendo desenvolvido pela Assistente Social e Especialista em Saúde Pública, Jandira Santos. Mestranda em Saúde Coletiva, pela Ulbra, ela apresentou o projeto de pesquisa Absentismo no Trabalho: Perfil Epidemiológico de Trabalhadores em Licença para Tratamento de Saúde de uma Prefeitura. Instigada pela realização da “CPI das biometrias”, a pesquisadora busca tabular informações acerca das motivações dos afastamentos verificados na Prefeitura. A defesa da dissertação de mestrado acadêmico está prevista para dezembro próximo, e relaciona, entre outros números referenciais, dados sobre o absentismo em 2004 e 2005.
No primeiro ano, 82,6% dos afastamentos do trabalho foram causados por doenças. Já, no segundo, esse percentual sobe para 83,45%. Conclusões mais aprofundadas, contudo, somente serão possíveis mais adiante, com o avanço da pesquisa, aguardada pelas entidades e pela categoria como um todo. |
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Edição N° 21
Maio 2007 |
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